20/02/2011

PÁTRIA AMADA























Sinto a paz entortar
e a segurança tremer
em desassossego,
como num espasmo celular.
Procuro então minha criança,
para ver se ela ressona
sua infância
como quem não está ainda sabendo
que o ar da tarde está ventando
e que o sol amigo anda chovendo.
Vejo meus sonhos debruçados
na varanda,
a esperança aguardando,
iminente.
A bola,
a bala,
a lavanda.
Medos dobrados,
tambores guardados,
a lua lactente da noite,
brilhando.
Até como, meu Deus, até quando?

Flora Figueiredo
In Calçada de Verão
tela de Tamara de Lempicka

Um comentário:

R.B.Côvo disse...

Boa pergunta! Abraço.