25/08/2008


by Monet

O TEMPO DAS ESTRELAS

Um compasso de espera
tão longo e musical
por estrelas destas a tocar-me o rosto
E aprender a aceitá-las,e eu ser um céu imenso
onde elas se pudessem passear,
encontrar uma casa,um pequeno silêncio
de folhas,e poeiras, e cometas

Na desordem mais cósmicas
das coisas,
organizar inteiro:
o coração

Porque, a tocar-me o rosto,
o tempo das estrelas
será sempre,
mesmo que tombem astros,
ou outras dimensões se lancem
em vazio,
ou raízes de luz se precipitem
o nada mais atónito

Terá valido tudo
a desordem do sol,
terá valido tudo
este lugar incandescente
e azul

Porque, a tocar-me o rosto,
agora,
e em silêncio tão terreno:
paraíso de fogo:
estas estrelas

Transportadas em luz
nas tuas mãos

Ana Luiza Amaral

Nenhum comentário: