15/09/2008


Claude Monet

ARRASTÃO

Barco em alto mar.
Homens de olhares perspicazes
vasculham cardumes.
Lançam rede.

Pescadores varam a noite
com olhos de anzol.

Quando o sol espia o mar
eles já estão na praia.
Mãos cerradas, força incontida.
Pés maceram areias que pulsam
na fé do arrastão.

Rondam os corpos.
Arrastam-se almas.
Seu mundo agora
é povoado de criaturas dançantes
no esterto da morte.

Dúnia de Freitas

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