
Coloco devagarzinho o pensar dentro do coração.
Como se mergulhasse timidamente a mão nas águas quietas de um lago.
Entro, silenciosamente, observando as paredes que vão tomando forma
na medida que meu sentir vai ficando à vontade dentro do peito.
Assim como os olhos se acomodam à penumbra de um quarto e seus segredos,
aos poucos, vou reconhecendo os sentimentos guardados lá no fundo.
Emoldurados com maior ou menor brilho, de acordo com a importância que tiveram.
Deslizo suavemente entre os tesouros guardados neste coração.
Sonhos, recordações, lembranças, tristezas e alegrias,
cores e texturas diversas compondo um lindo mosaico, uma vida.
Helen Drumond
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