18/09/2008


Edward Hughes

SILFOS & GNOMOS

Que sentimento há na cor da ausência?
Que perfume da luz pressente a alma?
O que expressa a linguagem do silêncio
a hora do atônito crepúsculo da aurora?

Que é não emergir do nada que realiza
o ser no lago de coral de uma mulher?
Se tudo pode ser o que aprendi na vida,
desaprender amor e sonhos, como é?

Que é perder o fio da meada da memória
que ficou no lugar do futuro no presente?
O amor dos náufragos da própria história
ou gnomos de que o humano se ressente?

Somos nada entre os céus e os arvoredos
os seres que se entendem sem palavras...
Apenas silfos de rios mortos e segredos
de sonhos idos nas espumas naufragadas...

A. Estebanez