27/09/2008

SINE QUA NON



Ah, este instante na tarde
quando o sol bate seu ponto
e vai se despedindo
de um afugentar as sombras,
de mais um dia de claro ofício.
Pago, pelos préstimos,
ao operário sine qua non,
com minha maior riqueza,
com a moeda de meus sonhos,
um certo dourar de meus sentidos.
Já à noite, vou desejar
que no outro dia retorne,
que nunca me deixe sem seu brilho.
Posso, então, a alma estendida ressonar:
a luz, eu sei, em seu percurso me busca
e sempre haverá de me achar.

Fernando Campanella
Foto de zenera

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