
É preciso esperar que todos saiam para deixar correrem as lágrimas.
É preciso servir o café, o almoço, lavar a louça,
Esperar que cada um siga seu caminho,
Para soltar o pranto preso no coração, atado à garganta.
É preciso ir ao mercado, ao açougue, à padaria,
Antes de entregar o coração à dor que aperta de dentro pra fora querendo sair.
É urgente ir ao trabalho, estar atenta, sorrir aos colegas,
Esquecer a própria dor, ouvir a dor de todos
É preciso ir ao banco, à escola do filho, visitar a amiga doente,
Antes que uma lágrima insistente e descuidada tente cair.
É preciso volta para casa e preparar o jantar, fazer as camas,
Beijar os filhos, ligar para a mãe, fechar as portas, apagar as luzes.
Para, enfim, cansada, dormir sem tempo de chorar.
E as lágrimas presas, rolarão durante o sono fazendo-se estrelas,
iluminando o coração e preparando mais um dia de paz.
Helen Drumond
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