18/09/2008


Wolfgang Weber

As palavras espiam como animais :
umas, rajadas, sensuais, que nem panteras...
outras, escuras , furtivas raposas...
mas as mais belas palavras estão pousadas nas frondes
mais altas, como pássaros...
O poema está parado em meio da clareira.
O poema
caiu
na armadilha! debate-se
e ora subdivide-se e entrechoca-se como esferas de
vidro colorido.
ora é uma fórmula algébrica
ora, como um sexo, palpita...Que importa
que importa qual seja enfim o seu verdadeiro universo?
Ele em breve será inteiramente devorado pelas palavras!

Mario Quintana
In Esconderijos do Tempo