07/09/2011

MARINHA


Meus olhos testemunham
a invisibilidade das ondinas,
a lenta morte dos arrecifes
e os canhões de Amaralina.

Vou, a passo gnominado,
pisando a areia fina
 da praia.

Pombas sobrevoam
os canhões de Amaralina.

Parece a vida estar completa
na paz que o azul ensina.
A brisa ilude a vigilância
dos canhões de Amaralina.

Nem tua ausência, amor, perturba
esta alegria matutina
onde só há o claro e o suave...
(E os canhões de Amaralina? ).

Tudo está certo: mar, coqueiros,
aquela nuvem pequenina...
Mas - o que querem na paisagem
os canhões de Amaralina?

Ruy Espinheira Filho
In Longe de Sírius


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