26/03/2013

CANÇÃO DE UMA BRISA




Visito teu corpo
no mesmo jardim
da cálida noite
que não cessa em mim
 
e em que agora e sempre
te enlaço assim
e te beijo a boca
e não tenho fim
 
na alma e no mais
que me seja a vida,
ainda que apenas
brisa comovida
 
que aquele jardim,
sob estrelas pasmas,
sopra para mim
de nossos fantasmas.
 
Ruy Espinheira Filho
In Sob o Céu de Samarcanda
tela Willem Haenraets

Um comentário:

Estrela vespertina... disse...

e que se faça em nós amor, a vida se faz junto, o amor com o seu toque suave!!!

Oh noite sem fim!

Belos versos.