23/02/2011

ANJOS























Anjos delicadeza de se perpetuar,
estão prados tão sós olhando passar dias,
mudos não prenunciam acasos destas horas,
estampados da cor das cortinas janelas.

Perpassam-se dessa hora fulge do que eleva,
escrevem ponteiros como zetas de Zeno,
murmuraram na foz amanhecer da luz,
cavalgam sobre praça entre dos escampados.

Solitários nos não pronunciamos veredas,
não traçamos acasos por entre às estátuas,
estáticas que nós perplexos abismamos.

Nos vazios desses céus perspectivamos réus,
azuis pascem arados por entre às colinas,
cândidas descem luz passando vão nos rios.

Eric Ponty
tela Christie's Images

Um comentário:

R.B.Côvo disse...

Interessante a construção dos versos. Abraço.