15/09/2011

VELEIROS DE PAPEL


Há  no ar  uma sede
ferindo a alma dos pescadores,
roendo barcos
e velas em lance de rede. 
O homem pelas sebes 
Caminha, 
recolhendo estrelas
entre as mãos - no céu.
Nas ribanceiras,
crianças empalmam rios,
plantam neve nas colinas
em brancas  tendas de areia.
O cansaço dos  inocentes
põe pedras nos olhos,
fere  de morte os covardes,
desmonta velhas embarcações.
Se nada segues
pouco  vale o destino,
a  morte cavalga veloz
sempre a caminho.
O homem vive
de pescar o tempo:
ora em veleiros de papel,
ora em veleiros  de vento.
Onévio A. Zabot
In Jornal da Poesia
tela de Winslow Homer

3 comentários:

Lana disse...

E os veleiros do vento nos levam ao mundo dos sonhos construídos nas palavras e poesias... Belas postagens!!! Belos poemas!!! Estou seguindo-a, ok? Abraços amigos!

REGGINA MOON disse...

Dione,

Vim em visita ao seu Blog...fiquei tão encantada com o que li aqui, estou há um tempão viajando em suas postagens!Roubei alguns versos lindos demais para divulgar em meu Blog aos poucos...rs Se bobear, levo todos!!rsrs

Um grande beijo e meus Parabéns pelo extremo bom gosto em suas escolhas!

Reggina Moon

Dione Cristina Coppi Eller disse...

Obrigada Lana!

Reggina,querida Amiga, leve quantos quiser!
Beijos